Citações | O Preço de Qualquer Coisa

Em 1854, o escritor transcendentalista Henry David Thoreau escreveu a auto-biografia Walden (A Vida nos Bosques) – uma forma de se manifestar contra a civilização industrial evocando um retorno à simplicidade. Afastando-se da sociedade, não como eremita (pois fazia e recebia visitas), passa a viver às custas de si e da natureza, constrói sua casa e seus móveis: “fui para a floresta pois desejava viver deliberadamente, confrontar todos os fatos essenciais da vida e ver se eu poderia aprender o que ela tinha para ensinar” – Walden

Certamente, seus móveis e sua casa tinham um novo valor, um valor intangível, Thoreau tinha toda propriedade ao afirmar que “o preço de qualquer coisa é a quantidade de vida que você troca por isso”.

Até logo!

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Referências | Ananke Supremo

Victor Hugo escreveu como se fosse impossível parar. Podemos dizer que seu processo criativo vertia uma produtividade inverossimil. Entre uma quantidade e variedade surpreendente de escritos também figuram esboços rabiscados, desenhados ou aquarelados com os meios que a aparente tirania de seu vigor pedia (usando de café, vinho e o quê mais no fundo de um copo lhe servisse como tinta). Em nada os excessos, nem suas conhecidas e infindáveis digressões, comprometeram a qualidade de suas obras, sobretudo as três maiores.

Notre-Dame de Paris, Os Miseráveis e Os Trabalhadores do Mar formam juntas uma verdadeira trilogia da “fatalidade humana” – como o próprio autor se expressou na introdução da última. Uma trilogia sobre a luta do homem contra as forças presente nos dogmas, na sociedade e na natureza, respectivamente. O homem lutando para afirmar-se integralmente: afirmar a realidade espiritual, moral, e volitiva individual – aquela que, quando falta o “pão”, faz lutar por ele.

É desse contexto que colhemos a máxima: “O homem vive mais de afirmações do que de pão” – Victor Hugo, Os Miseráveis (na imagem, ilustração de Émile Bayard para a primeira publicação do livro).

Hugo | Tríplice Ananke

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Tradução do artigo de Jenny Hendrix, no Boston Review

Olá, fizemos uma tradução livre do artigo de Jenny Hendrix, publicado pela Boston Review na seção de Filosofia e Religião, sobre o livro “Changing the Subject: Art and Attention in the Internet Age” – do crítico Sven Birkerts, ainda sem tradução em Português. Deixamos a tradução na seção “Tópicos Relacionados”.

Eventuais traduções são uma iniciativa livre desse blog, ainda em preparação e ajustes, de forma que qualquer sugestão interessada é não apenas bem-vinda como muito necessária. O artigo original pode ser lido na página da Boston Review e foi traduzido para servir de referência em português à outro trabalho que está sendo feito.

Tradução | Ghost in the Machine

Até logo!